Evento corre risco de não acontecer nas três cidades. Capital pernambucana é a que causa mais preocupação para a organização
As Fan Fests, espaços oficiais da Fifa para reunir torcedores fora do perímetro dos estádios, estão dando dor de cabeça para a entidade na Copa do Mundo deste ano. Depois dos protestos que aconteceram por todo o país durante a Copa das Confederações, algumas sedes têm encontrado problemas na organização do evento. São Paulo, Rio de Janeiro e Recife se recusaram a utilizar dinheiro público para bancar as festas.
São Paulo foi a primeira cidade a apresentar alternativa para a realização da Fan Fest sem dinheiro público. A prefeitura chamou empresas especializadas em organizar eventos e, de acordo com a vice-prefeita, Nádia Campeão, a escolhida deixará benefícios para a população.
- Essa empresa que vai organizar a Fan Fest vai deixar uma série de benefícios nas áreas das exibições públicas. Benefícios urbanos mesmo - garantiu.
Estratégia parecida está sendo utilizada pelo Rio de Janeiro. Entretanto, apenas no dia 18 de março a prefeitura lançou um projeto que é voltado apenas para possível patrocinadores que não entrem em conflito com os da Fifa. A princípio, o evento seria na praia de Copacabana, mas a situação permanece indefinida.
Recife é a que causa maior preocupação. A prefeitura não pretende organizar a Fan Fest nos moldes da Fifa. O orçamento, que inicialmente era de R$ 20 milhões, chegou a ser reduzido para R$ 11 milhões, mas não deve sair do papel. Apesar disso, o secretário de esportes de Recife, George Braga, disse que está aberto para receber ideias sobre como fazer o evento na cidade.
- Estamos abertos a qualquer alternativa, mas é preciso que ela seja construída da forma como a Copa do Mundo está sendo construída no Brasil - declarou.
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